Criamos o Território JPPS, a rede social on line do Curso JPPS, construído com a ferramenta ning

Neste final de março de 2009 entra no ar o Território JPPS ( http://territoriojpps.ning.com ), a rede social de nosso curso. Isto só foi possível graças à sugestão de Egeu Laus e à formação de um GT formado por Egeu Laus, Luiz Fernando Dudu e Flávia Ribeiro, alunos e ex-aluno do curso.

Na abertura do Território está lea escrito nosso compromisso:

Somos pessoas conscientes de que a condição humana é a de comunicar, e assim construir vida em sociedade; ou, então, não-comunicar e mergulhar na violência.

A oportunidade que está aberta na sucessão de crises é, portanto, um desafio de comunicação: para a comunicação, para os comunicadores, para a capacidade humana de comunicar.

Em rede, potencializamos nossas formações como ativistas, cientistas políticos, jornalistas, comunicadores, pensadores, psicólogos, servidores públicos, médicos, assistentes sociais, executivos, estudantes e profissionais de muitas áreas da complexidade humana, de múltiplos modos lideranças sociais de redes, movimentos e organizações dos três setores, reunidos pelas questões que movem o Curso de Extensão e Disciplina JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, criado em 2007/1 pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ em convênio com a ANDI.

O NETCCON constrói em rede, e na conversa com nossos convidados e interessados em nosso trabalho, um pensamento novo, consciente de que nesta era pós-coletivista e pós-individualista se experimenta o vazio (que pode ser percebido como liquidez) e a imensa oportunidade de novas formas de pertencimento que não sejam as tentativas de relacionar-se com este vazio através do consumo, do medo, do produtivismo, da luta política auto-referenciada e da devoção tecnológica.

Por isto são fundamentos do JPPS:
(1) a superação da política do medo e da consequente amnésia que gera impossibilidade em todos os campos, o que, em termos acadêmicos, se manifesta na dificuldade de dar respostas teórico- operacionais aos desafios enfrentados pela Sociedade;
(2) a gestão sustentável dos estados mentais (do fluxo de conceitos) de maneira a valorizar a responsabilidade pessoal, a verdade, a virtude, a confiança e a objetividade, através dos quais é possivel o vigor do Direito à Comunicação, ;
(3) a decisão pela generosidade como fonte de referência para a moralidade do ato, entendida a generosidade não como caridade, mas como compaixão pelo sofrimento e alegria pela felicidade do outro, que sou eu;
(4) a força da não-violência e da responsabilidade socioambiental para o encaminhamento da transformação social e a superação dos fundamentalismos de todas as ordens.

Estes fundamentos falam da economia psico-social da Comunicação (esta entendida como condição do bios, do humano, do planeta e do cosmos) a cuja construção o NETCCON se dedica, no quadro da Teoria Sustentável da Comunicação que o Prof. Evandro Vieira Ouriques vem desdobrando, em rede, desde 2002.

Neste sentido o Território JPPS acolhe interativamente, para a fala e a escuta, pessoas com múltiplas perspectivas que têm algo em comum: considerarem urgente o vigor do “espírito público” e estarem dispostas a entender mais e mais que este se manifesta a partir de uma efetiva e sustentada mudança de atitude por parte da pessoa, por parte da rede, por parte da organização.

Somos portanto amigos e amigas, por escolha, uma família de pessoas físicas, jurídicas e redes agregadas na continuada construção deste destino comum.

Instituto Alana realiza o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo na próxima semana. Estarei lá a convite, pelo qual agradeço.

 

De 23 a 25 de setembro em São Paulo, o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, promove o 2º Fórum Internacional, um debate sobre como a sociedade de consumo e as mídias de massa impactam a formação de crianças e adolescentes.

Agradeço o honroso convite de Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo, bem como agradeço à Patrícia Alves Dias, coordenadora de Animação da MultiRio, para que eu participe deste extraordinário Forum.

Com a participação de acadêmicos e pesquisadores renomados de universidades e instituições brasileiras, o evento também receberá duas das maiores especialistas internacionais: a professora de Harvard e autora de Crianças do Consumo Susan Linn, e a coordenadora do International Clearinghouse, principal observatório das relações entre mídia e infância, Cecilia von Feilitzen.

Realizado em um contexto de intensas discussões no que diz respeito à comunicação mercadológica dirigida a crianças e adolescentes, o evento pretende despertar a reflexão de pais, educadores, empresários e formadores de opinião, além do próprio mercado publicitário, sobre o tema. Afinal, o consumismo na infância é um problema de todos e afeta o meio ambiente, a economia e a sociedade. Participe!

Abertura – 23/09 terça-feira

18h30 – Abertura dos trabalhos
Isabella Henriques
, coordenadora do Projeto Criança e Consumo

Apresentação do documentário: “Criança, a alma do negócio”, seguido com debate, intermediado por Zico Góesex-diretor de programação da MTV e professor da FAAP, com a diretora e o produtor executivo do filme, Estela Renner e Marcos Nisti.

Coquetel

 

Debates: Educação, Consumo e Infância

24/09 (Quarta-feira)

Palestrantes: Mário Sergio Cortella, filósofo, doutor em educação e Professor da PUC-SP
  Susan Linn, psicóloga, diretora associada do Media Center of the Judge Baker Children’s Center, doutora em educação, Professora da Universidade de Harvard e autora do livro Crianças do Consumo
  Yves de La Taille, psicólogo e educador, doutor em psicologia escolar e do desenvolvimento humano, Professor da USP e Conselheiro do Projeto Criança e Consumo
Debatedora: Regina de Assis, educadora, doutora em currículo e ensino para educação infantil e presidente da MultiRio
Mediadora: Solange Jobim, psicóloga, doutora em educação, Professora da PUC-Rio e Conselheira do Projeto Criança e Consumo

Horário – 18:30 às 22:30


Temas que serão discutidos

Mario Sergio Cortella 
Título: A Mídia como Corpo Docente
Resumo: Quando pensamos no campo da formação ética e de cidadania, os problemas na educação brasileira não são, evidentemente, um ônus a recair prioritariamente sobre o corpo docente escolar; há um outro corpo docente não-escolar com uma estupenda e eficaz ascendência sobre as crianças e jovens.

Susan Linn 
Título: Consumismo e aprendizagem: como o marketing dirigido às crianças captura seus corações e mentes
Resumo: Para além de vender produtos e comportamentos, o marketing dirigido às crianças influencia seus valores e padrões de comportamento. Ele é um fator a ser considerado em muitos problemas da infância contemporânea, da obesidade infantil à erotização precoce. Um dos efeitos mais alarmantes da comercialização da infância é a diminuição da brincadeira que é o fundamento da aprendizagem, da criatividade, da solução problemas e da habilidade de dar sentido à vida. Esta palestra discutirá os meios pelos quais o consumismo sufoca a brincadeira criativa na infância e o que podemos fazer a respeito disso.

Yves de La Taille 
Título: Cultura da vaidade e consumo
Resumo: Vivemos uma sociedade chamada de, entre outros nomes, de ‘sociedade de consumo’. A bulimia atual atinge todas as pessoas (e deixa frustradas aquelas que, por falta de recursos, não podem adquirir os bens cobiçados) e é, vinte e quatro horas por dia, incentivada por anúncios mil que inundam as ruas, os jornais, as revistas, a televisão, etc. Cabe nos perguntarmos porque tanta gente entrega-se a tal bulimia. Variadas são as explicações possíveis. Na minha fala, defenderei a idéia de que vivemos uma ‘cultura da vaidade’, na qual marcas de distinção, que se associam ao status de ‘vencedor’, tornam-se quase que necessárias para gozar de alguma visibilidade social. Ora, não raramente, o motivo primeiro do consumo é adquirir tais marcas. Como o fenômeno não poupa as crianças e adolescentes (clientes, aliás, muito cobiçados), e também como ele é intimamente relacionado á construção da identidade, medidas para protegê-los devem necessariamente passar, para além da dimensão legal, pela dimensão ética, ética entendida aqui como busca da ‘vida boa, para e com outrem, em instituições justas’. É o que procurarei argumentar na minha fala.

 

 

25/09 (Quinta-feira)

Palestrantes: Gilberto Dupas, coordenador geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e Professor-Visitante da Universidade Paris II
  Marcelo Sodré, doutor em direito do consumidor e Professor da PUC-SP
  Cecilia von Feilitzen, doutora em sociologia e coordenadora científica da International Clearinghouse on Children, Youth and Media, trabalho realizado em parceria com a UNESCO, na Nordicom, University of Gothenburg, Suécia
Debatedor: Clóvis de Barros Filho, doutor em comunicação, Professor da USP e da ESPM e Conselheiro do Projeto Criança e Consumo
Mediadora: Ladislau Dowbor, doutor em economia e Professor da PUC-SP

Horário – 18:30 às 22:30


Temas que serão discutidos

Gilberto Dupas
Título: Protegendo a Liberdade da Criança
Resumo: A função principal da propaganda é transformar em novos objetos de desejo os produtos e serviços criados pela inovação tecnológica. E fazer do cidadão, incluindo a criança, um contínuo consumidor, cada vez menos satisfeito com o que já tem e encontrando no ato de compra satisfação ilusória de desejos ou alívio temporário de frustrações. Em geral, a propaganda se destina a fazer o indivíduo consumir mais algo de que não precisa; ou trocar a marca daquilo que já consome. As razões são sistêmicas. Uma delas tem a ver com a necessidade intrínseca ao capitalismo de estar em permanente expansão, no que ele depende da voracidade do consumidor. A sofisticação da propaganda é intensa. Ela recorre a técnicas subliminares que criam desejos e necessidades utilizando, entre outros, processos de identificação e transferência. É preciso estabelecer limites à propaganda para que esse imenso poder não colida diretamente com o interesse público ao induzir ao consumo inadequado as crianças, que têm poucas condições de se defender e são continuamente expostas a apelos altamente sedutores e erotizados. A sociedade, por meio de suas instituições, tem o dever de proteger a liberdade das crianças colocando limites para uma propaganda que utiliza espaços públicos para objetivos privados que tenta ocultar.

Marcelo Sodré
Título: A proteção da sociedade, a liberdade de expressão e a liberdade na atividade publicitária: uma confusão conceitual
Resumo: Em recente congresso, os publicitários voltaram a insistir na defesa de seus direitos “fundamentais”: liberdade de expressão comercial, como forma de garantia da liberdade de imprensa e da democracia cultural; e o direito a auto-regulamentar suas atividades, uma vez posta a ilegitimidade do Estado em regulamentá-las. “A publicidade não causa obesidade, alcoolismo, acidentes domésticos ou de trânsito”, eis a afirmação categórica. A presente exposição tem como objetivo questionar e relativizar tais afirmações, colocando-as em contexto mais geral. Para tanto, a partir de uma análise de algumas características da sociedade de consumo, pretende abordar a legitimidade de proteger os consumidores, no caso em especial, as crianças, por meio de instrumentos jurídicos. Os seguintes conceitos terão destaque nesta análise: riscos civilizatórios, danos difusos e abusividade. Perguntas a serem respondidas: existem princípios constitucionais que desfazem a confusão conceitual indicada? Seria o Código de Defesa do Consumidor, que acaba de fazer 18 anos de vigência, um documento hábil para proteger as crianças contra publicidades abusivas? De qual liberdade falam os publicitários?

Cecília von Feilitzen
Título: Infância, mídia e sociedade de consumo
Resumo: Esta palestra trata de diferentes aspectos das relações entre infância e mídia, na sociedade de consumo, dentre eles: Como as crianças são representadas na mídia e na publicidade? A partir de quando as crianças passam a entender a publicidade e os novos tipos de marketing? Quais as conseqüências da publicidade e do consumismo para crianças, para a programação infantil e para as mídias digitais?

 

Encontro Exclusivo com Jornalistas

Provocar um intenso debate e mostrar que o problema do consumismo infantil não é restrito ao universo da família, mas de ordem ética, econômica, social e ambiental. Esse é o objetivo do encontro exclusivo para a imprensa, promovido pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, na manhã do dia 23 de setembro, data da abertura do 2° Fórum Internacional Criança e Consumo.

 

Participarão desse encontro com os jornalistas a professora de Harvard e autora do livro Crianças do Consumo, Susan Linn; e a coordenadora do International Clearinghouse, principal observatório das relações entre mídia e infância, Cecilia von Feilitzen, duas das maiores especialistas em consumismo infantil; mediação do debate com Guilherme Canela, cientista político e coordenador de relações acadêmicas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

Haverá tradução simultânea durante todo o evento.

Serviço
Workshop Imprensa 
Data: 23 de setembro 
Horário: 10h30 
Local: Itaú Cultural – Sala Vermelha
Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP
Inscrições: julia.magalhaes@2pro.com.br

Atendimento a imprensa:
2PRÓ Comunicação
Myrian Vallone – myrian.vallone@2pro.com.br
Júlia Magalhães – julia.magalhaes@2pro.com.br
Teresa Silva – teresa.silva@2pro.com.br 
Tels.: (11) 3030.9460 ou 3030.9463

Viração avalia de maneira muito amável positiva nossa Roda de Conversa sobre a importância da Generosidade no fortalecimento das redes! Eu também agradeço queridos rea-sonho-listas!

Fico feliz com poder conversar com pessoas de todos os tipos, de pensamentos e organizações de vários matizes, que interessam-se pelo que penso e por minhas metodologias de mudança de atitude comunicativa, posicionando-nos para o Diálogo.

Netse sentido compartilho aqui a matéria que Gisella Hiche, desta organização preciosa que é a Viração, escreveu no site deles a respeito da recente Roda de Conversa que tivemos sobre Generosidade e Fortalecimento de Redes.   

“Viração: Grat@s Evandro Ouriques!

Gisella Hiche, da Redação (28/08/2008)

http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?id=1974

 

As
Rodas de Conversa da Viração são assim: senta-se em círculo, olha-se
nos olhos e compartilham-se conhecimentos de pessoas que, a seu modo,
buscam transformar nossa realidade. Elas começaram no dia 17 de abril
com o professor doutor Evandro Ouriques, da Escola de Comunicação da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O pessoal gostou tanto
que pediu um bis.

Na última terça, dia 26 de agosto, o Evandro
veio, sentou-se no chão com as pernas cruzadas, em frente à bandeira
uypala e durante toda conversa chamou a atenção para o fato de estar
respirando.

Para acompanhar o Evandro, a gente teve que abrir
nossos corações para uma linguagem diferente a que nos habituamos.
Evandro articula muitos conhecimentos; acadêmicos, populares,
ancestrais. Ele reinventa posições, valores e afirma que somos “seres
portadores de linguagem, e quando se quer mudar, precisa-se mudar os
jogos de linguagem”.

Seguindo esta linha, ou melhor, espiral,
Evandro fala do tema Mídia, Mente e Ação – Seminário de Aprofundamento:
A Questão da Generosidade no Fortalecimento das Redes. Para ele, falar
em rede é falar do fluxo da vida. Resgatando a generosidade para
consigo mesmo, pode-se reentrar no fluxo da vida.

Evandro atribui
o bloqueio desse fluxo ao fundamento do pensamento ocidental, lá na
Grécia antiga, quando o homem passa a se considerar como algo fora da
natureza, quando o homem passa a se ver como cultura.

A explicação sintética que Evandro nos deu sobre essa idéia do homem se achar fora da natureza parece um pouco um exercício
de raciocínio lógico: “Quando eu não sou eu, você é o outro, quando eu
sou eu, você é eu”. Entendeu? Ou melhor, entendeu o que isso tem a ver
com redes e políticas públicas? É que a forma como abordamos essas
questões; os tais jogos de linguagem, gera um tipo de organização,
perspectiva e estratégia. O jeito como a gente se pensa no mundo diz
muito sobre como estamos efetivamente no mundo.

Evandro defende
que não existem corporações, mas pessoas com pensamento corporativo,
que não faz sentido usar o termo “direito à comunicação”, porque nós
somos comunicação, os meios de comunicação são nossas extensões. Menos
idéias e mais pessoas, isso é parte do resgate da generosidade e da
construção de políticas públicas sociais. Lembrando que políticas que
não são públicas nem sociais não são políticas.

Evandro propõe
uma libertação dos significados e termos que usamos sem refletir muito.
Por exemplo, faz algum sentido luta pela “inclusão”? Será que queremos
mesmo “incluir” pessoas em um modo de vida que é absolutamente
insustentável? Ou queremos transformar radicalmente o modelo, ou
“paradigma” da sociedade?

Evandro não pára, está seguindo o fluxo
da vida, o que às vezes contradiz nossos planos. Ele ainda nos faz
sentir a diferença de dizer “grato/a”ou “obrigado/a”. A roda vai se
finalizando, fizemos perguntas, abrimos espaço para considerar num
mesmo pensamento o budismo, a yoga, a linha “não-utilitarista” da
sociologia. Mais do que nos entregar na bandeja uma proposta sobre
“como fortalecer as redes da Viração”, ele compartilhou um pouco seu
jeito de ver e sentir a vida.

Tratarei nesta quarta do tema Esquizofrenia Social e Gestão da Mente Sustentável® no Encontros do Futuro, uma realização do NEF.PUC.SP, da Pós em Administração da PUC.SP e do GEPI-Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade.PUC-SP

O Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-São Paulo, o Programa de Pós-Graduação em Administração.PUC-SP o GEPI-Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade.PUC-SP convidam para o próximo ENCONTROS COM O FUTURO, quando o Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques e a psicanalista Elza Araújo tratarão do tema Esquizofrenia Social e Gestão da Mente Sustentável, o primeiro tema de um livro da psicalista e o segundo a metodologia criada pelo especialista em Comunicação em 2005.

A relação com as mudanças aproxima os estados mentais (pensamentos, perceptos e afetos) do presente ao imaginário do futuro, e nessa ponte mental-temporal, constróem-se os caminhos que podem persistir na insustentabilidade ou bem conscientizar e mobilizar o cidadão e a sociedade para o bem comum. O re-encontro do especialista em Comunicação Evandro Vieira Ouriques com a psicanalista Elza Pádua tem como objetivo aprofundar nossa reflexão, e aprimorar nossa sensibilidade para avançar no diálogo entre o subjetivo e o objetivo , o individual e o coletivo, na construção de um futuro sustentável.

Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques

Criador do método GMS-Gestão da Mente Sustentável®: o Quarto Bottom Line (2005) é fundador e responsável pelo NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da UFRJ. É cientista político, jornalista, gestor cultural, terapeuta de base analítica e escritor, atua também no campo das relações entre comunicação e políticas públicas sociais; bem como Diretor de Comunicação e Cultura do NEF.

Convidada Especial: Elza Pádua

Especialista em Psicologia e Comunicação Social e Autora do livro “Esquizofrenia Social”,  Elza revela o ser contemporâneo à luz da psicanálise, em sua dicotomia e fragmentação.

27 de agosto de 2008  –  das 9h às 12h
Auditório Banespa – Rua Ministro de Godói, 965 – Térreo [ao lado da Biblioteca]
VAGAS LIMITADAS
Inscrições gratuitas através do site http://www.nef.org.br <http://www.nef.org.br/>                      
Informações pelo telefone 2604-8650 ou nef@nef.org.br <mailto:rosarizzinef@yahoo.com.br>

 

Nesta terça, na Roda de Conversa da Viração, aprofundarei o tema Mídia, Mente e Ação tratando da Questão da Generosidade no Fortalecimento das Redes

Roda de Conversa da Vira –  4º edição
Mídia,  Mente e Ação – Seminário de aprofundamento: A Questão da  Generosidade no Fortalecimento das Redes
Prof. Evandro Vieira OuriquesCom o objetivo de estimular o  debate crítico e a circulação de novas idéias a  Viração promoverá Rodas de Conversa, sempre com a  participação de um convidado especial. Nesta 4º edição, receberemos  novamente o professor doutor Evandro Ouriques  (Coordenador do Núcleo de Estudos Trandisciplinares de  Comunicação e Consciência-NETCCON/Escola de Comunicação/UFRJ), que abriu este nosso projeto. Contribua com essa  conversa. O tema será: Mídia,  Mente e Ação – Seminário de aprofundamento: A Questão da  Generosidade no Fortalecimento das Redes. Data: terça-feira, dia 26 de agosto  de 2008. Onde: Viração – Rua  Augusta, 1239 cj 11. Quando: 26/08 das 19h às 21h. Confirme por gentileza sua presença com Thays (thays@revistaviracao.org.br / (11)  3567-8688) .

Ministrarei no Curso de Direção Teatral da UFRJ disciplina sobre Construção de Utopias: a questão dos Estados Mentais e de Novas Práticas Teatrais


A partir de agosto voltarei a ministrar disciplina que criei em 2006 Construção de Utopias: a Questão dos Estados Mentais e de Novas Práticas Teatrais para o Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ.

A convite da Profa. Dra. Carmem Gadelha, coordenadora do Curso de DT, tratarei de como é possível construir em rede, em meio às instabilidades pós-modernas (movida muitas vezes pela violência, pela fragmentação desagregadora e pelo reiterado sentimento de desencontro e desesperança) estabelecer práticas teatrais que positivem a possibilidade do vigor de uma humanidade agregada.

Tratarei no curso de que a construção de utopias dependem do conhecimento profundo que os atores e os diretores tenham da economia psíquica dos públicos, utilizaremos por exemplo Charles Melman, e do domínio que os atores e os diretores tenham do próprio fluxo de estados mentais como aponta, por exemplo, Mattelart para que eles falem uma voz própria, que nunca é dada, mas conquistada pelo sujeito na medida em que elimina de si, em rede, de forma coletiva, o atravessamento de um discurso de pensamentos e afetos que é o deles.

Experimentaremos de que maneira é possível teatralizar sociabilidades no qual o que esteja em cena não sejam apenas os resultados da brutalidade e da desesperança, resultantes da crença generalizada de que as práticas humanas são guiadas pelo interesse e pelo poder auto-referenciados, mas que estejam em cena tentativas utópicas (no sentido de Jurandir Freire, por exemplo) de referenciar as práticas humanas por outras dimensões humanas como a generosidade, a alegria, a delicadeza, a solidariedade, o diálogo.

Estas experiências são os outros nomes da confiança nos relacionamentos, dos agregadores da redes digitais, das políticas públicas sociais, da responsabilidade socioambiental, do planejamento de vidas, carreiras e negócios sustentáveis, do desenvolvimento humano de pessoas, da inclusão, etc.

Sobre o Curso de Direção Teatral
(trecho de matéria feita pelo Olhar Virtual, do Portal da UFRJ, com a profa. Dra. Carmem Gadelha: http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=198&codigo=7)

O curso de Direção Teatral da UFRJ foi idealizado e fundado em 1993, mas sua primeira turma só ingressou na universidade um ano mais tarde. A idéia de criar um curso de Graduação ligado ao teatro surgiu quando o então diretor da Faculdade de Letras, professor Edwaldo Cafezeiro, e o professor Lauro Góes incentivaram sua criação. Ambos não aceitaram o absurdo de uma universidade do porte da UFRJ carecer de uma atividade teatral ligada à vida acadêmica. Neste momento, a Faculdade de Letras já oferecia um curso de Pós-graduação latu sensu em teoria e prática do Teatro e, a partir desta experiência, foi implantado o curso de Direção Teatral.

Apesar de ter sido pensado na Faculdade de Letras, o curso de Direção Teatral ficou alocado na Praia Vermelha, na Escola de Comunicação (ECO). Segundo Carmem Gadelha, coordenadora do curso, esta unidade foi escolhida levando-se em conta fatores importantes. “Apesar de caber perfeitamente na Faculdade de Letras, o curso ficou na ECO por total impossibilidade de ser executado à noite, na Ilha do Fundão. O teatro é uma atividade de profunda inserção na vida cultural da cidade, se o curso fosse realizado no campus do Fundão boa parte deste contato com a rica vida cultural do Rio de Janeiro se perderia”, opina a coordenadora.

Além da importância de uma boa localização, existe ainda um outro fato que explicita a lógica de funcionamento do curso de Direção Teatral na ECO: “Na atual configuração de arte contemporânea, a Escola de Comunicação e a Direção Teatral têm um campo de estudo e exploração muito abrangente. O teatro e a comunicação são dois grandes campos de atrito e espelhamento, o que possibilita trocas muito saudáveis da cena com o mundo das imagens”, complementa Carmem.