Mesa do NETCCON sobre Comunicação e Imaginário do Envolvimento é aprovada pelo Congresso Internacional Imaginário do Envolvimento Desenvolvimento-UFPE



É com muita satisfação que comunicamos que a Mesa “Comunicação e Imaginário do Envolvimento”, proposta por parte do coletivo de pesquisa do NETCCON.ECO.UFRJ, formada pelos Profs. Drs. Evandro Vieira Ouriques, Cristina Rego Monteiro da Luz e Sandra Korman e pela Profa. Mestre Rosa Alegria foi aceita para apresentação no XV Ciclo de Estudos sobre o Imaginário – Congresso Internacional – Imaginário do Envolvimento/Desenvolvimento, a ser realizado no período de 7 a 10 de outubro de 2008, no Recife–PE/ Brasil.

Entre outras autoridades internacionais presentes a este importante Congresso estarão Gilbert Durand e Michel Maffesoli.

Título da Mesa-Redonda
Comunicação e Imaginário do Envolvimento
O objetivo é discutir avanços transdisciplinares (Comunicação, Cultura, Jornalismo, Psicologia Social, Gestão Organizacional e Estudos do Futuro) na compreensão de como se dá em redes colaborativas, aproximando conhecimentos ancestrais e prospectivos, a construção mental (pensamentos, perceptos e afetos) e mediática do Imaginário do Envolvimento, através da construção cidadã e profissional de estados mentais, pautas, posicionamento no mercado de trabalho, sistemas organizacionais e cenários de futuro re-envolvidos político e cosmicamente com a Vida.

Por meio de epistemologia não-dualista dissolve-se as rupturas Natureza/Cultura e Razão/Imaginação e incorpora-se Saberes da Diáspora para responder à pergunta: como estimular no sujeito o processo de consciência de si (condição da sociabilidade do “iguais na diferença”) em meio às propostas de adição ao desenvolvimento, tornando-o capaz de escapar da caverna tecnológica pós-moderna (no qual o reconhecimento pelo capital resulta na iminência do colapso psicótico, vale dizer, do colapso socioambiental) e de comprometer-se com seu ambiente e com organizações socioeconômicas ambientais?

Composição da Mesa e Temas Específicos de Cada Participante:

1. UFRJ, UFF e PUC-SP
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques, coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinare s de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Comunicação e Construção do Imaginário do Envolvimento.

2. UFRJ
Profa. Dra. Cristina Rego Monteiro da Luz, professora da ECO.UF R J e pesquisadora associada do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Pauta Jornalística: Fragmentos Externos da Percepção ou Possibilidades de Re-envolvimento?

3. PUC-Rio de Janeiro
Profa. Dra. Sandra Korman Dib, professora do Departamento de Comunicação Social da PUC.Rio de Janeiro e pesquisadora
associada do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Trabalho como Envolvimento Subjetivo do Jovem em Cartografias Sustentáveis.

4. PUC-SP e UNIETHOS
Profa. Mestre Rosa Alegria, diretora de pesquisa do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-São Paulo e pesquisadora associada
do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Recursos do Pensamento Prospectivo para Imaginar o Futuro e Reapropriar-se da Esperança.

Coordenador da Mesa:
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques

Sobre o Congresso

XV Ciclo de Estudos sobre o Imaginário
Congresso Internacional
7 a 10 de Outubro 2008
UFPE – Recife – Brasil

TEMA
IMAGINÁRIO DO ENVOLVIMENTO / DESENVOLVIMENTO

Gilbert Durand coloca, a respeito do “trajeto antropológico”, que a tensão entre dois pólos é responsável por qualquer dinâmica sociocultural. Envolvimento e desenvolvimento são aqui considerados como pólos entre os quais estão incluídas as dimensões da vivência que diz respeito a diversos campos: o político principalmente, mas também o da consciência de cada um quanto às suas responsabilidades sociais, tais como, questões éticas, morais e inclusão/exclusão social. Não se trata pois de estabelecer mais uma dicotomia, mas de perceber estas dimensões como polaridades dinâmicas.

O tema surgiu no Ciclo de Estudos anterior que tratou das dimensões imaginárias da natureza, onde se pôde observar, entre outros, o tratamento dado à natureza em função de projetos de desenvolvimento. Por outro lado, observa-se que os governos vêm propondo planos de desenvolvimento sustentável e de crescimento acelerado. O que significam estas propostas em termos de vivência e de futuro do planeta?

Na imprensa e nas publicações científicas têm se multiplicado as críticas a esse desenvolvimento dito sustentável*. É assim que em 2003 é publicado um livro de Stéphane Bonnevault “Desenvolvimento insustentável. Por uma consciência ecológica e social”, onde ele diz “se ninguém escapa ao desenvolvimento, é que o ocidente autorizou-se a embarcar, sem aviso prévio, o resto do mundo em sua cruzada aberrante, o crescimento econômico a todo custo, sem se preocupar com os amanhãs – que estão longe de ser radiosos, senão para alguns raros privilegiados. Deveríamos nós deixar comprometer o devir do planeta para que alguns possam impunemente assegurar seu delírio de dominação da natureza e satisfazer os desejos de seu gigantesco ego econômico?”.

Quando se trata de sociedades não industrializadas, a tônica da vivencia é o envolvimento: diz Virgílio M. Viana em seu artigo “Envolvimento sustentável e conservação das florestas brasileiras”, a respeito dos caiçaras: “Des-envolver para as populações tradicionais – não apenas a caiçara – significa perder o envolvimento econômico, cultural, social e ecológico com os ecossistemas e seus recursos naturais. Junto com o envolvimento, perde-se a dignidade e a perspectiva de construção da cidadania. Perde-se ainda o saber e com ele o conhecimento dos sistemas tradicionais de manejo que, ao contrário do que normalmente se pensa, podem conservar os ecossistemas naturais de forma mais efetiva do que os sistemas técnicos convencionais. O processo de degradação ambiental se acelera com a expulsão – às vezes violenta – das populações tradicionais de suas terras. Obviamente essas conseqüências do desenvolvimento não são coerentes com a busca da sustentabilidade do nosso Planeta. Segundo o dicionário Michaelis, desenvolver significa tirar o invólucro, descobrir o que estava encoberto; envolver significa meter-se num invólucro, comprometer-se. Dessa forma, poderíamos dizer que desenvolver uma pessoa ou comunidade significa retirá-la do seu invólucro ou contexto ambiental; descomprometê-la com o seu ambiente”.

Considerando que os projetos de desenvolvimento dizem respeito a uma visão de mundo específica, e levando em conta as bases míticas destas visões, o objetivo geral deste Ciclo de Estudos sobre o Imaginário é discutir, a partir das dimensões simbólicas, arquetípicas e míticas, as relações entre estes dois termos relativos às diversas alternativas de organização sócio-econômicas ambientais.

COMISSÃO CIENTÍFICA

Danielle Perin Rocha Pitta – Brasil (UFPE)
Elda Rizzo – Brasil (UNESP)
François Guiyoba – Camarões (Universidade de Yaoundé)
Giampaolo Catelli – Itália (Universidade de Catania)
Gilbert Durand – França
Marcos Ferreira Santos – Brasil (CICE-USP)
Maria Aparecida Lopes Nogueira – Brasi (UFPEl)
Maria Cecília Sanchez Teixeira – Brasil (CICE-USP)
Michel Maffesoli – França (CEAQ – Paris V)
Mondher Kilani – Suíça (Universidade de Lausanne)
Neide Miele – Brasil (UFPB)

COMISSÃO ORGANIZADORA

Dr. Alberto Filipe Ribeiro de Abreu Araújo – Universidade do Minho – Braga (Portugal)
Dr. Carlos André Cavalcanti – UFPB (Brasil)
Dra. Danielle Perin Rocha Pitta – UFPE (Brasil)
Dr. Ionel Buse – Universidade Craiova (Roumênia)
Dra. Katiane Nóbrega – RN (Brasil)
Dra. Maria Noël Lapoujade – UNAM (México)
Dra. Maria das Vitórias N. do Amaral – UFRPE/UAG (Brasil)
Dra. Tania Pitta – CEAQ – Paris V (França)
Dra. Rosalira Oliveira – FUNDAJ (Brasil)
Rita Garcez – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre o Imaginário (Brasil)

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Neste final de semana conduzirei o curso Conversa: uma experiência de aprendizagem. Uma parceria com a Rebouças&Associados, promovida pela ABERJE.




Queridos amigos e amigas, colegas,

Venho compartilhar que nesta sexta e sábado estarei conduzindo em Itatiaia, juntamente com Nádia Rebouças e Paulo Monteiro, um curso especial que criamos e que é promovido pela ABERJE-Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, a respeito do tema Conversa: uma experiência de aprendizagem.

Acima é possível ler a nota que Flávia Oliveira, que assina a coluna Negócios & Cia, de O Globo, publicou esta semana sobre o curso.

O foco é que através de uma conversa bem posicionada e franca podemos construir relações verdadeiras, que nos ajudam, nos fortalecem e nos capacitam para lidar com as infindáveis transformações do mundo atual.

São dois dias dentro do Parque Nacional de Itatiaia em palestras, imersão multimídia, vivências de sistemas ancestrais de comunicação, práticas de criatividade, construção de cenários e várias surpresas, ou seja, um conjunto de recursos desenvolvidos durante os dois anos mais recentes e já testados e aperfeiçoados em corporações como Grupo Rede-CELPA, Light e Vale e em múltiplas organizações do Terceiro Setor por todo o país.

Nosso público alvo nesta experiência de aprendizagem são Gestores de Comunicação, Marketing e Recursos Humanos, em especial: profissionais que querem aprofundar e ampliar seus conhecimentos, trabalhar a conversa em nível consciente, para a construção de relacionamentos e decisões de maior qualidade.

Muito carinhosa-mente,
Evandro