Criamos o Território JPPS, a rede social on line do Curso JPPS, construído com a ferramenta ning

Neste final de março de 2009 entra no ar o Território JPPS ( http://territoriojpps.ning.com ), a rede social de nosso curso. Isto só foi possível graças à sugestão de Egeu Laus e à formação de um GT formado por Egeu Laus, Luiz Fernando Dudu e Flávia Ribeiro, alunos e ex-aluno do curso.

Na abertura do Território está lea escrito nosso compromisso:

Somos pessoas conscientes de que a condição humana é a de comunicar, e assim construir vida em sociedade; ou, então, não-comunicar e mergulhar na violência.

A oportunidade que está aberta na sucessão de crises é, portanto, um desafio de comunicação: para a comunicação, para os comunicadores, para a capacidade humana de comunicar.

Em rede, potencializamos nossas formações como ativistas, cientistas políticos, jornalistas, comunicadores, pensadores, psicólogos, servidores públicos, médicos, assistentes sociais, executivos, estudantes e profissionais de muitas áreas da complexidade humana, de múltiplos modos lideranças sociais de redes, movimentos e organizações dos três setores, reunidos pelas questões que movem o Curso de Extensão e Disciplina JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, criado em 2007/1 pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ em convênio com a ANDI.

O NETCCON constrói em rede, e na conversa com nossos convidados e interessados em nosso trabalho, um pensamento novo, consciente de que nesta era pós-coletivista e pós-individualista se experimenta o vazio (que pode ser percebido como liquidez) e a imensa oportunidade de novas formas de pertencimento que não sejam as tentativas de relacionar-se com este vazio através do consumo, do medo, do produtivismo, da luta política auto-referenciada e da devoção tecnológica.

Por isto são fundamentos do JPPS:
(1) a superação da política do medo e da consequente amnésia que gera impossibilidade em todos os campos, o que, em termos acadêmicos, se manifesta na dificuldade de dar respostas teórico- operacionais aos desafios enfrentados pela Sociedade;
(2) a gestão sustentável dos estados mentais (do fluxo de conceitos) de maneira a valorizar a responsabilidade pessoal, a verdade, a virtude, a confiança e a objetividade, através dos quais é possivel o vigor do Direito à Comunicação, ;
(3) a decisão pela generosidade como fonte de referência para a moralidade do ato, entendida a generosidade não como caridade, mas como compaixão pelo sofrimento e alegria pela felicidade do outro, que sou eu;
(4) a força da não-violência e da responsabilidade socioambiental para o encaminhamento da transformação social e a superação dos fundamentalismos de todas as ordens.

Estes fundamentos falam da economia psico-social da Comunicação (esta entendida como condição do bios, do humano, do planeta e do cosmos) a cuja construção o NETCCON se dedica, no quadro da Teoria Sustentável da Comunicação que o Prof. Evandro Vieira Ouriques vem desdobrando, em rede, desde 2002.

Neste sentido o Território JPPS acolhe interativamente, para a fala e a escuta, pessoas com múltiplas perspectivas que têm algo em comum: considerarem urgente o vigor do “espírito público” e estarem dispostas a entender mais e mais que este se manifesta a partir de uma efetiva e sustentada mudança de atitude por parte da pessoa, por parte da rede, por parte da organização.

Somos portanto amigos e amigas, por escolha, uma família de pessoas físicas, jurídicas e redes agregadas na continuada construção deste destino comum.

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Instituto Alana realiza o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo na próxima semana. Estarei lá a convite, pelo qual agradeço.

 

De 23 a 25 de setembro em São Paulo, o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, promove o 2º Fórum Internacional, um debate sobre como a sociedade de consumo e as mídias de massa impactam a formação de crianças e adolescentes.

Agradeço o honroso convite de Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo, bem como agradeço à Patrícia Alves Dias, coordenadora de Animação da MultiRio, para que eu participe deste extraordinário Forum.

Com a participação de acadêmicos e pesquisadores renomados de universidades e instituições brasileiras, o evento também receberá duas das maiores especialistas internacionais: a professora de Harvard e autora de Crianças do Consumo Susan Linn, e a coordenadora do International Clearinghouse, principal observatório das relações entre mídia e infância, Cecilia von Feilitzen.

Realizado em um contexto de intensas discussões no que diz respeito à comunicação mercadológica dirigida a crianças e adolescentes, o evento pretende despertar a reflexão de pais, educadores, empresários e formadores de opinião, além do próprio mercado publicitário, sobre o tema. Afinal, o consumismo na infância é um problema de todos e afeta o meio ambiente, a economia e a sociedade. Participe!

Abertura – 23/09 terça-feira

18h30 – Abertura dos trabalhos
Isabella Henriques
, coordenadora do Projeto Criança e Consumo

Apresentação do documentário: “Criança, a alma do negócio”, seguido com debate, intermediado por Zico Góesex-diretor de programação da MTV e professor da FAAP, com a diretora e o produtor executivo do filme, Estela Renner e Marcos Nisti.

Coquetel

 

Debates: Educação, Consumo e Infância

24/09 (Quarta-feira)

Palestrantes: Mário Sergio Cortella, filósofo, doutor em educação e Professor da PUC-SP
  Susan Linn, psicóloga, diretora associada do Media Center of the Judge Baker Children’s Center, doutora em educação, Professora da Universidade de Harvard e autora do livro Crianças do Consumo
  Yves de La Taille, psicólogo e educador, doutor em psicologia escolar e do desenvolvimento humano, Professor da USP e Conselheiro do Projeto Criança e Consumo
Debatedora: Regina de Assis, educadora, doutora em currículo e ensino para educação infantil e presidente da MultiRio
Mediadora: Solange Jobim, psicóloga, doutora em educação, Professora da PUC-Rio e Conselheira do Projeto Criança e Consumo

Horário – 18:30 às 22:30


Temas que serão discutidos

Mario Sergio Cortella 
Título: A Mídia como Corpo Docente
Resumo: Quando pensamos no campo da formação ética e de cidadania, os problemas na educação brasileira não são, evidentemente, um ônus a recair prioritariamente sobre o corpo docente escolar; há um outro corpo docente não-escolar com uma estupenda e eficaz ascendência sobre as crianças e jovens.

Susan Linn 
Título: Consumismo e aprendizagem: como o marketing dirigido às crianças captura seus corações e mentes
Resumo: Para além de vender produtos e comportamentos, o marketing dirigido às crianças influencia seus valores e padrões de comportamento. Ele é um fator a ser considerado em muitos problemas da infância contemporânea, da obesidade infantil à erotização precoce. Um dos efeitos mais alarmantes da comercialização da infância é a diminuição da brincadeira que é o fundamento da aprendizagem, da criatividade, da solução problemas e da habilidade de dar sentido à vida. Esta palestra discutirá os meios pelos quais o consumismo sufoca a brincadeira criativa na infância e o que podemos fazer a respeito disso.

Yves de La Taille 
Título: Cultura da vaidade e consumo
Resumo: Vivemos uma sociedade chamada de, entre outros nomes, de ‘sociedade de consumo’. A bulimia atual atinge todas as pessoas (e deixa frustradas aquelas que, por falta de recursos, não podem adquirir os bens cobiçados) e é, vinte e quatro horas por dia, incentivada por anúncios mil que inundam as ruas, os jornais, as revistas, a televisão, etc. Cabe nos perguntarmos porque tanta gente entrega-se a tal bulimia. Variadas são as explicações possíveis. Na minha fala, defenderei a idéia de que vivemos uma ‘cultura da vaidade’, na qual marcas de distinção, que se associam ao status de ‘vencedor’, tornam-se quase que necessárias para gozar de alguma visibilidade social. Ora, não raramente, o motivo primeiro do consumo é adquirir tais marcas. Como o fenômeno não poupa as crianças e adolescentes (clientes, aliás, muito cobiçados), e também como ele é intimamente relacionado á construção da identidade, medidas para protegê-los devem necessariamente passar, para além da dimensão legal, pela dimensão ética, ética entendida aqui como busca da ‘vida boa, para e com outrem, em instituições justas’. É o que procurarei argumentar na minha fala.

 

 

25/09 (Quinta-feira)

Palestrantes: Gilberto Dupas, coordenador geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e Professor-Visitante da Universidade Paris II
  Marcelo Sodré, doutor em direito do consumidor e Professor da PUC-SP
  Cecilia von Feilitzen, doutora em sociologia e coordenadora científica da International Clearinghouse on Children, Youth and Media, trabalho realizado em parceria com a UNESCO, na Nordicom, University of Gothenburg, Suécia
Debatedor: Clóvis de Barros Filho, doutor em comunicação, Professor da USP e da ESPM e Conselheiro do Projeto Criança e Consumo
Mediadora: Ladislau Dowbor, doutor em economia e Professor da PUC-SP

Horário – 18:30 às 22:30


Temas que serão discutidos

Gilberto Dupas
Título: Protegendo a Liberdade da Criança
Resumo: A função principal da propaganda é transformar em novos objetos de desejo os produtos e serviços criados pela inovação tecnológica. E fazer do cidadão, incluindo a criança, um contínuo consumidor, cada vez menos satisfeito com o que já tem e encontrando no ato de compra satisfação ilusória de desejos ou alívio temporário de frustrações. Em geral, a propaganda se destina a fazer o indivíduo consumir mais algo de que não precisa; ou trocar a marca daquilo que já consome. As razões são sistêmicas. Uma delas tem a ver com a necessidade intrínseca ao capitalismo de estar em permanente expansão, no que ele depende da voracidade do consumidor. A sofisticação da propaganda é intensa. Ela recorre a técnicas subliminares que criam desejos e necessidades utilizando, entre outros, processos de identificação e transferência. É preciso estabelecer limites à propaganda para que esse imenso poder não colida diretamente com o interesse público ao induzir ao consumo inadequado as crianças, que têm poucas condições de se defender e são continuamente expostas a apelos altamente sedutores e erotizados. A sociedade, por meio de suas instituições, tem o dever de proteger a liberdade das crianças colocando limites para uma propaganda que utiliza espaços públicos para objetivos privados que tenta ocultar.

Marcelo Sodré
Título: A proteção da sociedade, a liberdade de expressão e a liberdade na atividade publicitária: uma confusão conceitual
Resumo: Em recente congresso, os publicitários voltaram a insistir na defesa de seus direitos “fundamentais”: liberdade de expressão comercial, como forma de garantia da liberdade de imprensa e da democracia cultural; e o direito a auto-regulamentar suas atividades, uma vez posta a ilegitimidade do Estado em regulamentá-las. “A publicidade não causa obesidade, alcoolismo, acidentes domésticos ou de trânsito”, eis a afirmação categórica. A presente exposição tem como objetivo questionar e relativizar tais afirmações, colocando-as em contexto mais geral. Para tanto, a partir de uma análise de algumas características da sociedade de consumo, pretende abordar a legitimidade de proteger os consumidores, no caso em especial, as crianças, por meio de instrumentos jurídicos. Os seguintes conceitos terão destaque nesta análise: riscos civilizatórios, danos difusos e abusividade. Perguntas a serem respondidas: existem princípios constitucionais que desfazem a confusão conceitual indicada? Seria o Código de Defesa do Consumidor, que acaba de fazer 18 anos de vigência, um documento hábil para proteger as crianças contra publicidades abusivas? De qual liberdade falam os publicitários?

Cecília von Feilitzen
Título: Infância, mídia e sociedade de consumo
Resumo: Esta palestra trata de diferentes aspectos das relações entre infância e mídia, na sociedade de consumo, dentre eles: Como as crianças são representadas na mídia e na publicidade? A partir de quando as crianças passam a entender a publicidade e os novos tipos de marketing? Quais as conseqüências da publicidade e do consumismo para crianças, para a programação infantil e para as mídias digitais?

 

Encontro Exclusivo com Jornalistas

Provocar um intenso debate e mostrar que o problema do consumismo infantil não é restrito ao universo da família, mas de ordem ética, econômica, social e ambiental. Esse é o objetivo do encontro exclusivo para a imprensa, promovido pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, na manhã do dia 23 de setembro, data da abertura do 2° Fórum Internacional Criança e Consumo.

 

Participarão desse encontro com os jornalistas a professora de Harvard e autora do livro Crianças do Consumo, Susan Linn; e a coordenadora do International Clearinghouse, principal observatório das relações entre mídia e infância, Cecilia von Feilitzen, duas das maiores especialistas em consumismo infantil; mediação do debate com Guilherme Canela, cientista político e coordenador de relações acadêmicas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

Haverá tradução simultânea durante todo o evento.

Serviço
Workshop Imprensa 
Data: 23 de setembro 
Horário: 10h30 
Local: Itaú Cultural – Sala Vermelha
Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP
Inscrições: julia.magalhaes@2pro.com.br

Atendimento a imprensa:
2PRÓ Comunicação
Myrian Vallone – myrian.vallone@2pro.com.br
Júlia Magalhães – julia.magalhaes@2pro.com.br
Teresa Silva – teresa.silva@2pro.com.br 
Tels.: (11) 3030.9460 ou 3030.9463

Maioridade do ECA é avaliada e tem exercício de construção de futuro no encontro ECA 18 Anos, do Curso de Jornalismo de Políticas Públicas-UFRJ&ANDI


Celebração com avaliação crítica, exibição de raro filme de 1989 sobre os primórdios do ECA, música e construção de cenários onde vigorem cada vez mais os direitos da Infância e da Adolescência: este é o evento ECA 18 ANOS que acontece segunda-feira, dia 14, no Campus UFRJ da Praia Vermelha.

ECA 18 ANOS é uma realização de um grupo de profissionais que concluíram o Curso de Extensão e Disciplina Jornalismo de Políticas Públicas Sociais-JPPS, criado pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ, sob a coordenação do professor Evandro Vieira Ouriques, e pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância-ANDI.

Estarão presentes especialistas como Deodato Rivera, filósofo e cientista político, forte liderança da grande mobilização nacional que antecedeu a votação pelo congresso; Vânia Farias, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente-CMDCA; Ana Carolina Loureiro, Conselheira Tutelar; George Araújo, projetista nas áreas de Educação e Cultura e produtor audiovisual; Rui Marroig, do Forum Rio-DCA; Marisa Santana, gestora do Comitê para Democratização da Informática-CDI e adolescentes do CRIAM Santa Cruz e do Ballet de Santa Teresa, além de Luiz Fernando Romão, do Projeto Legal, e Luiz Fernando Dudu Azevedo, educomunicador e documentarista.

Na abertura do encontro serão exibidos trechos do histórico documentário sobre a elaboração do ECA realizado há 19 anos. O vídeo é parte do copião feito em 1989 por Dudu Azevedo, a pedido da Fundação Odebrecht. Nele estão, entre outros, o cientista político Deodato Rivera e o pedagogo e ganhador do Prêmio Nacional dos Direitos Humanos (1998) Antonio Carlos Gomes da Costa, além de depoimentos de adolescentes. Trata-se de raríssimo testemunho do processo de elaboração do Estatuto, luta presente até os dias de hoje.

No intervalo entre os painéis haverá a apresentação musical dos meninos e meninas do Quinteto Villa-Lobinhos. O encontro se encerra com a Oficina de Construção de Cenários do ECA conduzida pelo Professor Evandro Vieira Ouriques, que é também o coordenador do curso de Jornalismo de Políticas Públicas Sociais-JPPS.

PROGRAMAÇÃO:

9:00 – 9:10 – Abertura:
. Evandro Vieira Ouriques – Coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ
.George Araújo – projetista nas áreas de Educação e Cultura e Produtor Audiovisual

9:10 – 9:20 – Exibição de trechos do documentário de Dudu Azevedo e Fundação Odebrecht, feito em 1989 sobre a elaboração do ECA.

9:20 – 10:20 – PAINEL I
.Vânia Farias- Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente-CMDCA e do Ballet de Santa Teresa
. Deodato Rivera – filósofo, cientista político, participou da elaboração do ECA.
. Ana Carolina Loureiro, Conselheira Tutelar do Município do Rio de Janeiro.
. Mediação: Rui Marroig

10:20 – 10:40 – Apresentação do Quinteto Villa-Lobinhos

10:40 – 11:00 – Recreio com Merenda

11:00 – 12:00 – PAINEL II
. Marisa Santana, Gestora do Comitê para Democratização da Informática-CDI, com depoimentos de adolescentes do Criam Santa Cruz.
. Laís Santos de Oliveira, adolescente integrante do Ballet de Santa Teresa.
. Luiz Fernando Romão, representante do Projeto Legal, e beneficiários do Projeto.
Mediação: Luiz Fernando Dudu Azevedo

12:00 – 13:30 – OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS ECA
Conduzida pelo professor Evandro Vieira Ouriques e por Luiz Fernando Sarmento, do SESC-RIO, com metodologias participativas, com o objetivo de ajudar a consolidar os temas abordados e as redes presentes, de maneira a contribuir para o aprofundamento do vigor de Cenários ECA.

SERVIÇO
Evento: ECA 18 ANOS
Data: 14/07/08
Horário: 09:00 às 13:30h
Local: Auditório da CPM-Escola de Comunicação.UFRJ
UFRJ da Praia Vermelha

Av. Pasteur, 250-Urca-Rio de Janeiro (esquina com Av. Venceslau Brás, entrada pelo portão da UFRJ do lado esquerdo do Hospital Pinel, caminhe 50 metros é o primeiro prédio branco de dois andares à sua direita)

Contato:
Rui Marroig – (21) 9124-9777 – marroig@attglobal.net
Teresa Fazolo – (21) 2552.1495 – 8207.8040 – tc.fazolo@nextcon.com

Le Monde Diplomatique destaca importância da Mente Livre para o vigor da Mídia LIvre


Le Monde Diplomatique
Edição Brasileira — Blog da Redação
Arquivo para Junho 18th, 2008

Dois olhos, dois ouvidos e uma boca só:
Fórum revive a função social da reportagem

Quarta-feira, 18 Junho 2008

Segundo a teoria, a Comunicação acontece quando se consegue atingir, no Outro, aquilo que se almeja. Em meio à chuva de notícias e informação, permanece a carência de pautas realmente novas e significativas. A demanda por organização das mídias reaparece, mas desta vez, requer uma forma horizontal e democrática, capaz de ampliar horizontes aos novos espaços e atores da vida cotidiana – que surgem preenchendo necessidades, cobrindo lapsos sociais

(por Marília Arantes)

Questionando a força em moldes tradicionais da imprensa brasileira, as discussões do I Fórum de Mídia Livre, realizado entre os dias 14 e 15 de junho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), voltaram-se às idéias capazes de re-ligar a Comunicação a sua função democrática e social: a percepção da realidade.

Estruturalmente, o problema volta- se à formação de educadores para a mídia livre. A educação, fonte da crítica, continua a ser uma lacuna brasileira. Mas, se liberdade e autonomia andam de mãos dadas, como fazer horizontal o acesso à informação numa sociedade de desigualdades, em que a ditadura da grande mídia caminha ao lado do conservadorismo?

Durante a quarta des-conferência do Fórum, acerca da ‘Formação para a Mídia Livre’, Evandro Vieira Ouriques, professor da Escola de Comunicação – ECO – da UFRJ, sentenciou: “a mídia só é livre quando a mente é livre”. Criticando o jargão “dar a voz” como resquício de paternalismo no Brasil, mostrou que a questão está em “encontrar a voz” para que indivíduos e grupos possam falar por si, da sua realidade e experiência. A vontade de se representar é o motor de criação de uma mídia contra-hegemônica. Para tanto, as relações de confiança e generosidade tornam-se necessárias. Para ele, essas são “a base da construção horizontal de agregadores de transformação”.

(a matéria segue, veja em http://diplo.wordpress.com/2008/06/18/)

O Comunicador-Cidadão e a Possibilidade do Vigor das Políticas Públicas e da Responsabilidade Socioambiental é minha palestra para a Redação do Futura


Estarei nesta sexta, 13 de junho, na Redação do Canal Futura para dar, na própria redação, a palestra Comunicador-Cidadão: a possibilidade do vigor das Políticas Públicas e da Responsabilidade Socioambiental, a convite de Jacinta Vieira Rodrigues dos Santos. Palestra-relâmpago é um projeto do Futura: são palestras ministradas diretamente no ambiente da Redação.
Carinhosa-Mente,
Evandro

Faço parte do Grupo de Trabalho Executivo do I Fórum de Mídia Livre no qual pude introduzir, e tratarei, a questão da Mente Livre


I Fórum de Mídia Livre se aproxima

Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de junho, e reunirá participantes de todo o País. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, acadêmicos, estudantes e ativistas e demais interessados pela democratização da comunicação, em defesa da diversidade informativa, do trabalho de colaboração nos novos meios e sua expansão, bem como da garantia de amplo direito à comunicação.

A mobilização começou em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil, e teve prosseguimento em reunião em Porto Alegre, com a presença de 49 pessoas, e na ABI, no Rio de Janeiro, com 32 presentes. A partir destes encontros já foram realizadas reuniões em Belém, Fortaleza, Recife e Aracaju. Clique aqui para saber quais são os ativistas e entidades que participam desta iniciativa, conforme os relatos dos pré-encontros.

Entre as principais questões levantadas, os presentes discutiram o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o País, de maneira que seja obtida a garantia junto ao poder público de espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, a regulação da distribuição das verbas publicitárias públicas em nosso País e o avanço das microestruturas globais mediáticas, assimétricas, improvisadas, parcialmente caóticas e autônomas, como as redes digitais, as migrações, os coletivos e as ocupações urbanas, bem como de agregadores da diversidade da mídia e dos que a fazem. Clique aqui para conhecer os confirmados.

O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, “não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo”. E continua: “A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (…)”.

A mídia e os comunicadores em debate

No Rio de Janeiro está sendo levantada e discutida com intensidade a questão de uma economia psíquica da comunicação que dê conta dos agenciamentos internos, psíquicos (pensamentos, perceptos e afetos), dos jornalistas e dos comunicadores, de maneira a que ajam como comunicadores-cidadãos, portanto de maneira inovadora, de fato livre -sem repetir valores que contestam a nível macro-político- e assim produzam ambientes agregadores (diferentes-juntos) na diversidade da mídia tradicional, da mídia contra-hegemônica e da cultura digital.

Outra questão importante é a da mídia contra-hegemônica e a potencialização da difusão mundial das formas de sentir, pensar e agir dos segmentos economicamente excluídos, das comunidades culturalmente marginalizadas ou dos grupos politicamente segregados. O Fórum também se propõe a debater novas perspectivas de comunicação, mais plurais e democráticas. Assim, temas como Creative Commons, Web 2.0 e novas mídias também ganharão destaque nos debates e atividades do evento.

Segundo o documento esboçado na reunião de São Paulo, o objetivo da democratização das verbas públicas visa que “as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes”. O documento está disponível no site do evento (http://forumdemidialivre.blogspot.com/).

De forma sincrônica ao evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em sete cidades: Porto Alegre, São Paulo, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e no próprio Rio de Janeiro. Todos os relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.

Programação – O I Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 14 e 15 de junho de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC.

Inscrições – A participação no I Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.

A inscrição no I Fórum de Mídia Livre não garante, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados.

Oficinas – O Fórum de Mídia Livre convida todos e todas, participantes, entidades e ativistas, a inscreverem suas propostas de oficinas que tenham por objetivo contribuir com o aprofundamento dos debates, exposição de novos pontos de vista e produção colaborativa. Todas serão avaliadas e terão a sua realização confirmada pela Comissão Organizadora do Fórum, que receberá propostas por email até o dia 06 de junho (sexta-feira). Clique aqui para inscrever sua oficina!

Inscreva-se já e participe dos debates: http://forumdemidialivre.blogspot.com/

Prof. Evandro mediará Seminário Mídia, Segurança e Direitos Humanos, uma iniciativa da SEDH e do UNIC-Rio, apoio ABI, NETCCON.ECO.UFRJ e UNESCO





Será nesta segunda-feira, 5 de maio, às 14h, na Sala Belisário de Souza, no 7º andar da sede da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71-Centro do Rio), o seminário “Mídia, Segurança e Direitos Humanos”. O evento faz parte das comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do centenário da ABI, festejado em 7 de abril.

O seminário contará com as participações especiais do Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos; de Giancarlo Summa, Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC) para o Brasil; e do Presidente da ABI, Maurício Azêdo.

O Coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques será o mediador do debate.

“Mídia, Segurança e Direitos Humanos” é uma iniciativa da UNIC-Rio e da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), com o apoio da ABI, do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da UFRJ e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-UNESCO.

Os interessados em participar devem enviar mensagem para o e-mail centenario@abi.org.br ou ligar para (21) 2220-3222. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas.

A programação completa será a seguinte:

14h
Abertura do evento, com o jornalista Maurício Azêdo (Presidente da ABI)

14h15
Exposição do Ministro Paulo Vannuchi (SEDH)

14h35
Palestra introdutória de Silvia Ramos (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes)

15h
Experiências concretas — André Luiz Azevedo (repórter da Rede Globo de Televisão)

15h15
Experiências concretas — Ana Miguez (editora-executiva do jornal O Dia)

15h30
Experiências concretas — Angelina Nunes (Presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e editora-assistente do Globo)

15h45
A experiência internacional — Adauto Soares, coordenador interino do Programa de Comunicação e Informação da Unesco

16h
Debate

16h30
Conclusão — Giancarlo Summa (Diretor do Unic Rio)

Mediador do Seminário: Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques (Coordenador do NETCCON.ECO.UFRJ)