Parceria UNESCO, Intervozes, LAPCOM/UnB e NETCCON/UFRJ incentivará discussão sobre indicadores de comunicação no Brasil

Brasília, 20/4/2009 – A UNESCO acaba de fechar uma parceria com três organizações brasileiras para aprofundar no país o debate sobre indicadores de comunicação. A iniciativa tem como base o documento do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC)/UNESCO que trata de indicadores de desenvolvimento da mídia.

O objetivo, no Brasil, é estender esta discussão também para o campo de indicadores do direito humano à comunicação a partir de uma pesquisa sobre o tema desenvolvida nos últimos anos pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Além do Intervozes, são parceiros do novo projeto o Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (LAPCOM) e o Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NETCCON).

A ideia é promover o conhecimento e o debate público sobre este tema, buscando identificar os desafios de implementação, mapear possíveis instituições parceiras e construir legitimidade para a proposta a partir do diálogo com as diversas organizações e instituições ligadas à comunicação, incluindo o Poder Público, empresas e a sociedade civil organizada. A iniciativa é fundamental diante da ausência de referências objetivas para mensurar o grau de desenvolvimento da mídia e de efetivação do direito humano à comunicação no Brasil.

Será dada ênfase especial a universidades e estudantes de jornalismo, com a realização de debates sobre o tema em três capitais do país. Também está prevista a realização de um seminário internacional destinado a validar uma proposta de indicadores com a participação de especialistas e membros do IPDC.

A indicação do IPDC é que em cada país devem ser construídos indicadores que, ao mesmo tempo, respondam ao quadro de referência proposto pela instituição e dialoguem com a realidade local. Neste momento, o programa busca promover, em âmbito mundial, o desenvolvimento e a aplicação piloto desses indicadores. A intenção das quatro instituições parceiras é viabilizar, no futuro, a aplicação destes indicadores no Brasil.

http://www.brasilia.unesco.org/noticias/ultimas/parceria-debatera-indicadores-de-comunicacao-no-brasil

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Criamos o Território JPPS, a rede social on line do Curso JPPS, construído com a ferramenta ning

Neste final de março de 2009 entra no ar o Território JPPS ( http://territoriojpps.ning.com ), a rede social de nosso curso. Isto só foi possível graças à sugestão de Egeu Laus e à formação de um GT formado por Egeu Laus, Luiz Fernando Dudu e Flávia Ribeiro, alunos e ex-aluno do curso.

Na abertura do Território está lea escrito nosso compromisso:

Somos pessoas conscientes de que a condição humana é a de comunicar, e assim construir vida em sociedade; ou, então, não-comunicar e mergulhar na violência.

A oportunidade que está aberta na sucessão de crises é, portanto, um desafio de comunicação: para a comunicação, para os comunicadores, para a capacidade humana de comunicar.

Em rede, potencializamos nossas formações como ativistas, cientistas políticos, jornalistas, comunicadores, pensadores, psicólogos, servidores públicos, médicos, assistentes sociais, executivos, estudantes e profissionais de muitas áreas da complexidade humana, de múltiplos modos lideranças sociais de redes, movimentos e organizações dos três setores, reunidos pelas questões que movem o Curso de Extensão e Disciplina JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, criado em 2007/1 pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ em convênio com a ANDI.

O NETCCON constrói em rede, e na conversa com nossos convidados e interessados em nosso trabalho, um pensamento novo, consciente de que nesta era pós-coletivista e pós-individualista se experimenta o vazio (que pode ser percebido como liquidez) e a imensa oportunidade de novas formas de pertencimento que não sejam as tentativas de relacionar-se com este vazio através do consumo, do medo, do produtivismo, da luta política auto-referenciada e da devoção tecnológica.

Por isto são fundamentos do JPPS:
(1) a superação da política do medo e da consequente amnésia que gera impossibilidade em todos os campos, o que, em termos acadêmicos, se manifesta na dificuldade de dar respostas teórico- operacionais aos desafios enfrentados pela Sociedade;
(2) a gestão sustentável dos estados mentais (do fluxo de conceitos) de maneira a valorizar a responsabilidade pessoal, a verdade, a virtude, a confiança e a objetividade, através dos quais é possivel o vigor do Direito à Comunicação, ;
(3) a decisão pela generosidade como fonte de referência para a moralidade do ato, entendida a generosidade não como caridade, mas como compaixão pelo sofrimento e alegria pela felicidade do outro, que sou eu;
(4) a força da não-violência e da responsabilidade socioambiental para o encaminhamento da transformação social e a superação dos fundamentalismos de todas as ordens.

Estes fundamentos falam da economia psico-social da Comunicação (esta entendida como condição do bios, do humano, do planeta e do cosmos) a cuja construção o NETCCON se dedica, no quadro da Teoria Sustentável da Comunicação que o Prof. Evandro Vieira Ouriques vem desdobrando, em rede, desde 2002.

Neste sentido o Território JPPS acolhe interativamente, para a fala e a escuta, pessoas com múltiplas perspectivas que têm algo em comum: considerarem urgente o vigor do “espírito público” e estarem dispostas a entender mais e mais que este se manifesta a partir de uma efetiva e sustentada mudança de atitude por parte da pessoa, por parte da rede, por parte da organização.

Somos portanto amigos e amigas, por escolha, uma família de pessoas físicas, jurídicas e redes agregadas na continuada construção deste destino comum.

Artigo sobre estratégias de comunicação da ICAR é selecionado para a 6a. Conferência Internacional Mídia, Religião e Cultura, este ano na Metodista


“Morra como herege, vá para o inferno ou seja feliz: Uma análise das três estratégias de comunicação psico-política da ICAR para o diálogo inter-religioso” – Área: Estudos culturais de mídia, religião e espiritualidade; Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques – Professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), onde dirige o Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência. Doutor em Comunicação e Cultura, com a tese: “A Tradição e a Ciência na Unidade do Humano e do Ser: Os Fundamentos de um Novo Modelo de Comunicação e Cultura”. E-mail: evouriques@terra.com.br.

Bernardo Veiga de Oliveira Alves – Aluno do curso de Graduação em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da ECO/UFRJ. Bolsista de iniciação científica da UFRJ. E-mail: bvoa@hotmail.com.

6ª Conferência Mídia, Religião e Cultura
Diálogos na Diversidade

A Universidade Metodista de São Paulo, com o apoio da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC)- América Latina, realizará a 6ª Conferência Mídia, Religião e Cultura, nos dias 11 a 14 de agosto de 2008.

Tendo como objetivo a formação para a interface com os temas da religião e cultura relacionados à mídia, trazendo contribuições científicas e profissionais para o enfrentamento e superação de questões globais.

O evento contará com presença de pesquisadores, profissionais e estudantes relacionados ao tema da conferência em suas determinadas áreas da comunicação, religião e humanas.

Histórico
A primeira conferência sobre MRC realizou-se em Upsala em 1993, seguida pelas de Boulder em 1996, de Edinburgh em 1999, de Louisville em 2004 e de Sigtuna em 2006. Além disso, a Conferência sobre Mídia Sacra reunida em Jyvaskyla, Finlândia, em 2003 representou importante papel, embora não fizesse parte formal das conferências sobre Mídia, Religião e Cultura. O propósito dessas conferências é a partilha dos mais recentes desenvolvimentos na pesquisa e no estudo do tema. Além de sessões plenárias, os participantes têm a oportunidade de apresentar por meio de palestras e de mesas redondas contribuições em todas as áreas desse tão multifacetado campo. Embora a Conferência admita debates sobre amplo espectro de questões, concentra-se em temas relacionados com a sociedade multicultural e multirreligiosa. Estes encontros têm facilitado o diálogo entre especialistas acadêmicos e pessoas envolvidas com a produção de mensagens midiáticas.

Cada uma das conferências internacionais já realizadas gerou constantes diálogos bem como a publicação destes importantes livros especializados na área: Rethinking Media, Religion and Culture [Repensar a mídia, a religião e a cultura] (Sage, 1997), editado por Stewart Hoover e Knut Lunby, logo depois do primeiro encontro em Upsala, Suécia; Practicing Religion in the Age of Media [A prática da religião na era da mídia] (Columbia University Press, 2002), editado por Stewart Hoover e Lynn Schofield Clark, depois da segunda reunião em Boulder, Colorado; e Mediating Religion: Conversations in Media, Religion and Culture [Mediação da religião: conversas sobre mídia, religião e cultura] (T&T Clark, 2003), editado por Jolyon Mitchell e Sophia Marriage.

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Comitê Internacional da Conferência sobre Mídia, Religião e Cultura

Organização
Universidade Metodista de São Paulo

Local
Universidade Metodista de São Paulo – Campus Rudge Ramos
Rua Alfeu Tavares, 149 – Rudge Ramos
09641-000 – São Bernardo do Campo – SP
Brasil

Idioma oficial da Conferência
Inglês com tradução simultânea para o português e o espanhol

Le Monde Diplomatique destaca importância da Mente Livre para o vigor da Mídia LIvre


Le Monde Diplomatique
Edição Brasileira — Blog da Redação
Arquivo para Junho 18th, 2008

Dois olhos, dois ouvidos e uma boca só:
Fórum revive a função social da reportagem

Quarta-feira, 18 Junho 2008

Segundo a teoria, a Comunicação acontece quando se consegue atingir, no Outro, aquilo que se almeja. Em meio à chuva de notícias e informação, permanece a carência de pautas realmente novas e significativas. A demanda por organização das mídias reaparece, mas desta vez, requer uma forma horizontal e democrática, capaz de ampliar horizontes aos novos espaços e atores da vida cotidiana – que surgem preenchendo necessidades, cobrindo lapsos sociais

(por Marília Arantes)

Questionando a força em moldes tradicionais da imprensa brasileira, as discussões do I Fórum de Mídia Livre, realizado entre os dias 14 e 15 de junho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), voltaram-se às idéias capazes de re-ligar a Comunicação a sua função democrática e social: a percepção da realidade.

Estruturalmente, o problema volta- se à formação de educadores para a mídia livre. A educação, fonte da crítica, continua a ser uma lacuna brasileira. Mas, se liberdade e autonomia andam de mãos dadas, como fazer horizontal o acesso à informação numa sociedade de desigualdades, em que a ditadura da grande mídia caminha ao lado do conservadorismo?

Durante a quarta des-conferência do Fórum, acerca da ‘Formação para a Mídia Livre’, Evandro Vieira Ouriques, professor da Escola de Comunicação – ECO – da UFRJ, sentenciou: “a mídia só é livre quando a mente é livre”. Criticando o jargão “dar a voz” como resquício de paternalismo no Brasil, mostrou que a questão está em “encontrar a voz” para que indivíduos e grupos possam falar por si, da sua realidade e experiência. A vontade de se representar é o motor de criação de uma mídia contra-hegemônica. Para tanto, as relações de confiança e generosidade tornam-se necessárias. Para ele, essas são “a base da construção horizontal de agregadores de transformação”.

(a matéria segue, veja em http://diplo.wordpress.com/2008/06/18/)

Oficina sobre Mente Livre é a mais concorrida do I Fórum de Mídia Livre!

Soube ontem ao final da tarde que a Oficina sobre Mente Livre, Mídia Livre: a construção de agregadores de inovação, foi a mais concorrida entre todas as 20 oficinas oferecidas pelo I Fórum de Mídia Livre!

Estou muito feliz com isto pois quando sugeri ao Fórum introduzir a questão da Mente Livre na programação como um todo, por entendê-la como decisiva para o vigor de uma Mídia Livre, jamais imaginei esta receptividade, uma vez que o Fórum estava fortemente alinhado pela luta no sentido da obtenção do que chamo “verba livre”, ou seja da regulação da distribuição das verbas publicitárias públicas”, e pelo fortalecimento do que também chamo de “verbo livre”, ou seja, da expansão da cultura digital e das redes, que amplificam a capacidade de multiplicação de vozes.

A questão da Mente Livre é a de que apenas com um fluxo de pensamentos, percepções e afetos renovados é que os midialivristas, cidadãos, comunicadores-cidadãos e cidadãos-comunicadores poderão efetivamente criar um novo mundo. Caso contrário a “verba livre” e o “verbo livre apenas amplificariam o já conhecido.

A oficina contou com a participação, na condução, da Profa. Dra. Sandra Korman Dib, da PUC-Rio, e pesquisadora do NETCCON.ECO.UFRJ, que trouxe uma contribuição muito importante.

Carinhosa-Mente, Evandro