Criamos o Território JPPS, a rede social on line do Curso JPPS, construído com a ferramenta ning

Neste final de março de 2009 entra no ar o Território JPPS ( http://territoriojpps.ning.com ), a rede social de nosso curso. Isto só foi possível graças à sugestão de Egeu Laus e à formação de um GT formado por Egeu Laus, Luiz Fernando Dudu e Flávia Ribeiro, alunos e ex-aluno do curso.

Na abertura do Território está lea escrito nosso compromisso:

Somos pessoas conscientes de que a condição humana é a de comunicar, e assim construir vida em sociedade; ou, então, não-comunicar e mergulhar na violência.

A oportunidade que está aberta na sucessão de crises é, portanto, um desafio de comunicação: para a comunicação, para os comunicadores, para a capacidade humana de comunicar.

Em rede, potencializamos nossas formações como ativistas, cientistas políticos, jornalistas, comunicadores, pensadores, psicólogos, servidores públicos, médicos, assistentes sociais, executivos, estudantes e profissionais de muitas áreas da complexidade humana, de múltiplos modos lideranças sociais de redes, movimentos e organizações dos três setores, reunidos pelas questões que movem o Curso de Extensão e Disciplina JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, criado em 2007/1 pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ em convênio com a ANDI.

O NETCCON constrói em rede, e na conversa com nossos convidados e interessados em nosso trabalho, um pensamento novo, consciente de que nesta era pós-coletivista e pós-individualista se experimenta o vazio (que pode ser percebido como liquidez) e a imensa oportunidade de novas formas de pertencimento que não sejam as tentativas de relacionar-se com este vazio através do consumo, do medo, do produtivismo, da luta política auto-referenciada e da devoção tecnológica.

Por isto são fundamentos do JPPS:
(1) a superação da política do medo e da consequente amnésia que gera impossibilidade em todos os campos, o que, em termos acadêmicos, se manifesta na dificuldade de dar respostas teórico- operacionais aos desafios enfrentados pela Sociedade;
(2) a gestão sustentável dos estados mentais (do fluxo de conceitos) de maneira a valorizar a responsabilidade pessoal, a verdade, a virtude, a confiança e a objetividade, através dos quais é possivel o vigor do Direito à Comunicação, ;
(3) a decisão pela generosidade como fonte de referência para a moralidade do ato, entendida a generosidade não como caridade, mas como compaixão pelo sofrimento e alegria pela felicidade do outro, que sou eu;
(4) a força da não-violência e da responsabilidade socioambiental para o encaminhamento da transformação social e a superação dos fundamentalismos de todas as ordens.

Estes fundamentos falam da economia psico-social da Comunicação (esta entendida como condição do bios, do humano, do planeta e do cosmos) a cuja construção o NETCCON se dedica, no quadro da Teoria Sustentável da Comunicação que o Prof. Evandro Vieira Ouriques vem desdobrando, em rede, desde 2002.

Neste sentido o Território JPPS acolhe interativamente, para a fala e a escuta, pessoas com múltiplas perspectivas que têm algo em comum: considerarem urgente o vigor do “espírito público” e estarem dispostas a entender mais e mais que este se manifesta a partir de uma efetiva e sustentada mudança de atitude por parte da pessoa, por parte da rede, por parte da organização.

Somos portanto amigos e amigas, por escolha, uma família de pessoas físicas, jurídicas e redes agregadas na continuada construção deste destino comum.

Mesa do NETCCON sobre Comunicação e Imaginário do Envolvimento é aprovada pelo Congresso Internacional Imaginário do Envolvimento Desenvolvimento-UFPE



É com muita satisfação que comunicamos que a Mesa “Comunicação e Imaginário do Envolvimento”, proposta por parte do coletivo de pesquisa do NETCCON.ECO.UFRJ, formada pelos Profs. Drs. Evandro Vieira Ouriques, Cristina Rego Monteiro da Luz e Sandra Korman e pela Profa. Mestre Rosa Alegria foi aceita para apresentação no XV Ciclo de Estudos sobre o Imaginário – Congresso Internacional – Imaginário do Envolvimento/Desenvolvimento, a ser realizado no período de 7 a 10 de outubro de 2008, no Recife–PE/ Brasil.

Entre outras autoridades internacionais presentes a este importante Congresso estarão Gilbert Durand e Michel Maffesoli.

Título da Mesa-Redonda
Comunicação e Imaginário do Envolvimento
O objetivo é discutir avanços transdisciplinares (Comunicação, Cultura, Jornalismo, Psicologia Social, Gestão Organizacional e Estudos do Futuro) na compreensão de como se dá em redes colaborativas, aproximando conhecimentos ancestrais e prospectivos, a construção mental (pensamentos, perceptos e afetos) e mediática do Imaginário do Envolvimento, através da construção cidadã e profissional de estados mentais, pautas, posicionamento no mercado de trabalho, sistemas organizacionais e cenários de futuro re-envolvidos político e cosmicamente com a Vida.

Por meio de epistemologia não-dualista dissolve-se as rupturas Natureza/Cultura e Razão/Imaginação e incorpora-se Saberes da Diáspora para responder à pergunta: como estimular no sujeito o processo de consciência de si (condição da sociabilidade do “iguais na diferença”) em meio às propostas de adição ao desenvolvimento, tornando-o capaz de escapar da caverna tecnológica pós-moderna (no qual o reconhecimento pelo capital resulta na iminência do colapso psicótico, vale dizer, do colapso socioambiental) e de comprometer-se com seu ambiente e com organizações socioeconômicas ambientais?

Composição da Mesa e Temas Específicos de Cada Participante:

1. UFRJ, UFF e PUC-SP
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques, coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinare s de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Comunicação e Construção do Imaginário do Envolvimento.

2. UFRJ
Profa. Dra. Cristina Rego Monteiro da Luz, professora da ECO.UF R J e pesquisadora associada do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Pauta Jornalística: Fragmentos Externos da Percepção ou Possibilidades de Re-envolvimento?

3. PUC-Rio de Janeiro
Profa. Dra. Sandra Korman Dib, professora do Departamento de Comunicação Social da PUC.Rio de Janeiro e pesquisadora
associada do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Trabalho como Envolvimento Subjetivo do Jovem em Cartografias Sustentáveis.

4. PUC-SP e UNIETHOS
Profa. Mestre Rosa Alegria, diretora de pesquisa do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-São Paulo e pesquisadora associada
do NETCCON.ECO.UFRJ.
Tema: Recursos do Pensamento Prospectivo para Imaginar o Futuro e Reapropriar-se da Esperança.

Coordenador da Mesa:
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques

Sobre o Congresso

XV Ciclo de Estudos sobre o Imaginário
Congresso Internacional
7 a 10 de Outubro 2008
UFPE – Recife – Brasil

TEMA
IMAGINÁRIO DO ENVOLVIMENTO / DESENVOLVIMENTO

Gilbert Durand coloca, a respeito do “trajeto antropológico”, que a tensão entre dois pólos é responsável por qualquer dinâmica sociocultural. Envolvimento e desenvolvimento são aqui considerados como pólos entre os quais estão incluídas as dimensões da vivência que diz respeito a diversos campos: o político principalmente, mas também o da consciência de cada um quanto às suas responsabilidades sociais, tais como, questões éticas, morais e inclusão/exclusão social. Não se trata pois de estabelecer mais uma dicotomia, mas de perceber estas dimensões como polaridades dinâmicas.

O tema surgiu no Ciclo de Estudos anterior que tratou das dimensões imaginárias da natureza, onde se pôde observar, entre outros, o tratamento dado à natureza em função de projetos de desenvolvimento. Por outro lado, observa-se que os governos vêm propondo planos de desenvolvimento sustentável e de crescimento acelerado. O que significam estas propostas em termos de vivência e de futuro do planeta?

Na imprensa e nas publicações científicas têm se multiplicado as críticas a esse desenvolvimento dito sustentável*. É assim que em 2003 é publicado um livro de Stéphane Bonnevault “Desenvolvimento insustentável. Por uma consciência ecológica e social”, onde ele diz “se ninguém escapa ao desenvolvimento, é que o ocidente autorizou-se a embarcar, sem aviso prévio, o resto do mundo em sua cruzada aberrante, o crescimento econômico a todo custo, sem se preocupar com os amanhãs – que estão longe de ser radiosos, senão para alguns raros privilegiados. Deveríamos nós deixar comprometer o devir do planeta para que alguns possam impunemente assegurar seu delírio de dominação da natureza e satisfazer os desejos de seu gigantesco ego econômico?”.

Quando se trata de sociedades não industrializadas, a tônica da vivencia é o envolvimento: diz Virgílio M. Viana em seu artigo “Envolvimento sustentável e conservação das florestas brasileiras”, a respeito dos caiçaras: “Des-envolver para as populações tradicionais – não apenas a caiçara – significa perder o envolvimento econômico, cultural, social e ecológico com os ecossistemas e seus recursos naturais. Junto com o envolvimento, perde-se a dignidade e a perspectiva de construção da cidadania. Perde-se ainda o saber e com ele o conhecimento dos sistemas tradicionais de manejo que, ao contrário do que normalmente se pensa, podem conservar os ecossistemas naturais de forma mais efetiva do que os sistemas técnicos convencionais. O processo de degradação ambiental se acelera com a expulsão – às vezes violenta – das populações tradicionais de suas terras. Obviamente essas conseqüências do desenvolvimento não são coerentes com a busca da sustentabilidade do nosso Planeta. Segundo o dicionário Michaelis, desenvolver significa tirar o invólucro, descobrir o que estava encoberto; envolver significa meter-se num invólucro, comprometer-se. Dessa forma, poderíamos dizer que desenvolver uma pessoa ou comunidade significa retirá-la do seu invólucro ou contexto ambiental; descomprometê-la com o seu ambiente”.

Considerando que os projetos de desenvolvimento dizem respeito a uma visão de mundo específica, e levando em conta as bases míticas destas visões, o objetivo geral deste Ciclo de Estudos sobre o Imaginário é discutir, a partir das dimensões simbólicas, arquetípicas e míticas, as relações entre estes dois termos relativos às diversas alternativas de organização sócio-econômicas ambientais.

COMISSÃO CIENTÍFICA

Danielle Perin Rocha Pitta – Brasil (UFPE)
Elda Rizzo – Brasil (UNESP)
François Guiyoba – Camarões (Universidade de Yaoundé)
Giampaolo Catelli – Itália (Universidade de Catania)
Gilbert Durand – França
Marcos Ferreira Santos – Brasil (CICE-USP)
Maria Aparecida Lopes Nogueira – Brasi (UFPEl)
Maria Cecília Sanchez Teixeira – Brasil (CICE-USP)
Michel Maffesoli – França (CEAQ – Paris V)
Mondher Kilani – Suíça (Universidade de Lausanne)
Neide Miele – Brasil (UFPB)

COMISSÃO ORGANIZADORA

Dr. Alberto Filipe Ribeiro de Abreu Araújo – Universidade do Minho – Braga (Portugal)
Dr. Carlos André Cavalcanti – UFPB (Brasil)
Dra. Danielle Perin Rocha Pitta – UFPE (Brasil)
Dr. Ionel Buse – Universidade Craiova (Roumênia)
Dra. Katiane Nóbrega – RN (Brasil)
Dra. Maria Noël Lapoujade – UNAM (México)
Dra. Maria das Vitórias N. do Amaral – UFRPE/UAG (Brasil)
Dra. Tania Pitta – CEAQ – Paris V (França)
Dra. Rosalira Oliveira – FUNDAJ (Brasil)
Rita Garcez – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre o Imaginário (Brasil)